Machado indígena é encontrado em tronco de laranjeira no Bairro Celestino, em São José da Lagoa Tapada

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Morador acreditava ser um curisco; análise confirma se tratar de artefato indígena milenar


Morador acreditava ser um curisco; análise confirma se tratar de artefato indígena milenar

São José da Lagoa Tapada – Um achado curioso e histórico acaba de ganhar destaque no sertão paraibano. O senhor Antônio Paulino, morador do bairro Celestino, encontrou há dois anos um artefato encravado no tronco de um pé de laranja, na casa de sua sogra, dona Nita Marcelino. O objeto, de aparência peculiar e composição rochosa escura, chamou a atenção do agricultor, que, à época, acreditava tratar-se de um curisco — como é popularmente conhecida a pedra que se acredita ter caído do céu durante uma tempestade.

O achado se deu quase ao anoitecer, em um momento de calmaria no terreiro. A surpresa foi grande ao perceber que o artefato estava incrustado no tronco da árvore como se fizesse parte da madeira. Movido pela curiosidade e pelas crenças populares da região, Antônio Paulino guardou o objeto com zelo é mostrou ao poeta Bruno Nogueira que mostrou ao professor Romero Sá é Adriano é depois enviou para um pesquisador, por todos esses anos, mantendo a certeza de que se tratava de uma pedra celestial.

No entanto, após uma análise técnica realizada recentemente por especialistas da região, o material foi oficialmente identificado como um artefato lítico indígena, mais precisamente um machado polido, utilizado por povos originários em tempos remotos. A peça confirma a presença ancestral indígena na região de São José da Lagoa Tapada, município já conhecido por vestígios arqueológicos e culturais.

A descoberta reforça o valor histórico do sertão paraibano e levanta novas possibilidades de pesquisa sobre os povos que habitaram a área. Especialistas afirmam que o machado pode ter centenas ou até milhares de anos, e seu estado de preservação é surpreendente, considerando o tempo e o local em que foi encontrado.

Antônio Paulino, emocionado com a confirmação, comentou:
— “Sempre achei que era coisa do céu, uma pedra caída com raio. Agora sei que é uma peça antiga, feita por nossos antepassados. É um orgulho.”

O artefato deverá agora passar por uma catalogação mais detalhada e poderá integrar o acervo de estudos históricos da região. A Prefeitura de São José da Lagoa Tapada, por meio da Secretaria de Cultura, manifestou interesse em preservar e expor a peça como símbolo da riqueza histórica do município.

A descoberta reforça a importância da valorização da memória ancestral e do olhar atento para o que a terra guarda em silêncio — às vezes até dentro de um simples pé de laranja.

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