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Radamés questiona resistência à concessão do DAESA e debate modelo de abastecimento de água em Sousa
Ao abordar a questão, Radamés lembrou que, desde a criação do DAESA, foram estabelecidos mecanismos voltados à população de baixa renda e defendeu que famílias em situação de vulnerabilidade continuem tendo proteção no acesso ao serviço
O vereador Radamés Estrela (PSB) levantou, durante debate na Câmara Municipal de Sousa, uma reflexão sobre o modelo de gestão do abastecimento de água no município e a resistência de parte da população a uma eventual parceria ou concessão dos serviços atualmente administrados pelo Departamento de Água, Esgoto e Saneamento Ambiental de Sousa (DAESA).
Ao abordar a questão, Radamés lembrou que, desde a criação do DAESA, foram estabelecidos mecanismos voltados à população de baixa renda e defendeu que famílias em situação de vulnerabilidade continuem tendo proteção no acesso ao serviço.
Na sequência, o parlamentar fez uma comparação com outros serviços utilizados diariamente pelos sousenses.
“Vossa Excelência sabe que 80% da população de Sousa, mesmo pobre, paga a internet em casa, que custa quase 80 reais”, afirmou Radamés durante a discussão.
Segundo o vereador, a comparação serve para questionar a forma como a sociedade encara o pagamento pelo abastecimento de água. Para ele, existe uma diferença na percepção da população entre pagar por um serviço privado, como a internet, e aceitar uma cobrança vinculada a um serviço essencial como água e saneamento.
Radamés também citou uma pesquisa mencionada durante o debate, segundo a qual haveria resistência à possibilidade de realização de uma parceria ou concessão para solucionar os problemas enfrentados pelo DAESA.
O vereador questionou se o atual cenário poderia ter sido diferente caso, no passado, tivesse sido adotado outro modelo de gestão.
“Desde quando foi criado o DAESA, criou o problema do caos da água em Sousa, porque foi mal criado, incentivando primeiro o povo a não pagar a água”, declarou.
Na avaliação apresentada pelo parlamentar, o problema não deve ser atribuído exclusivamente à população ou ao poder público. Radamés defendeu que o debate seja feito considerando a sustentabilidade do sistema, a capacidade de investimento e a necessidade de garantir o abastecimento regular.










