Sociólogo, poeta e cineasta de São José da Lagoa Tapada defende demandas históricas no Orçamento Democrático da Paraíba

Sociólogo, poeta e cineasta de São José da Lagoa Tapada em ODE
Sociólogo, poeta e cineasta de São José da Lagoa Tapada em ODE
Crédito da Imagem: Notícia Já | Afonso Webe

Em um discurso marcado pela poesia e pela defesa das identidades culturais do interior nordestino, o sociólogo afirmou que o sertão precisa ser visto não apenas pelas estatísticas, mas pela sua dimensão humana, histórica e cultural

No coração do sertão paraibano, onde a memória do povo se mistura com a resistência da terra seca e com a esperança que brota das serras e das nascentes, a cidade de São José da Lagoa Tapada voltou a ecoar sua voz durante mais uma plenária do Orçamento Democrático Estadual da Paraíba.

Entre lideranças populares, agricultores, representantes culturais e movimentos sociais da 10ª Região, chamou atenção a participação do sociólogo, poeta e cineasta sertanejo de São José da Lagoa Tapada, que utilizou da palavra de forma firme, sensível e profundamente etnográfica para reivindicar importantes políticas públicas para o município.

Durante sua fala, o diretor destacou três prioridades consideradas fundamentais para o desenvolvimento social, econômico e turístico da cidade sertaneja: a construção de um matadouro público municipal, a descentralização do Centro Especializado em Reabilitação (CER) de Sousa com a implantação de uma unidade em São José da Lagoa Tapada, além da construção de um mirante ecológico sustentável na Serra Santa Catarina, um dos patrimônios naturais mais importantes do sertão paraibano.

Em um discurso marcado pela poesia e pela defesa das identidades culturais do interior nordestino, o sociólogo afirmou que o sertão precisa ser visto não apenas pelas estatísticas, mas pela sua dimensão humana, histórica e cultural.

“O sertão da Paraíba precisa cada vez mais de políticas públicas que compreendam o povo em sua essência. São José da Lagoa Tapada é terra de resistência, de memória, de cultura e de esperança. Precisamos olhar o sertão de forma sensível, etnográfica e humana”, destacou.

Ao defender a construção do matadouro público, o cineasta ressaltou a importância da obra para fortalecer a agricultura familiar, gerar emprego e garantir melhores condições sanitárias para os produtores rurais da região.

Já sobre a descentralização do CER de Sousa, o poeta enfatizou a necessidade de aproximar os serviços de saúde especializada da população sertaneja, principalmente das famílias mais humildes que enfrentam dificuldades de deslocamento para outras cidades.

Outro ponto forte da participação foi a defesa da Serra Santa Catarina, considerada um dos grandes símbolos ambientais do sertão da Paraíba. O diretor reivindicou a criação de um mirante ecológico sustentável que possa impulsionar o turismo regional e valorizar a biodiversidade da serra, conhecida por suas nascentes de água, cavernas, formações rochosas e riquezas naturais.

A fala também trouxe um chamado ao Governo do Estado para que o sertão paraibano seja inserido de maneira mais ampla no mapa do turismo brasileiro, valorizando suas paisagens, tradições, histórias e manifestações culturais.

O sociólogo ainda parabenizou os movimentos sociais da 10ª Região pela participação popular e pela luta coletiva em defesa das comunidades sertanejas.

“O povo do sertão continua resistindo através da cultura, da agricultura, da fé e da organização popular. O Orçamento Democrático é um espaço onde a voz do povo precisa continuar sendo ouvida”, afirmou.

A participação emocionou parte do público presente, principalmente pela maneira poética e identitária com que as reivindicações foram apresentadas, transformando demandas estruturais em um verdadeiro manifesto em defesa do sertão paraibano e de sua gente.

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